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domingo, 19 de junho de 2011

BY MYSELF



ADVOGADO DO DIABO ?


 Não é raro, quando participo de encontros e daquelas OTs (orientações técnicas) de Língua Inglesa, me deparar com colegas dizendo em meio a tantas blasfêmias, frases do tipo: “ ...esses caderninhos (apostilas) são uma porcaria”  ou “ ...não atendem às necessidades dos alunos” ou ainda “ ... estão fora da realidade do aluno da rede pública”.
Há aqueles que pensam que meu posicionamento amistoso e simpatizante a cerca do novo currículo da Rede Estadual para Língua Inglesa, bem como a implantação dos cadernos unificados dos alunos e professores, soe como um discurso um tanto quanto institucionalista e demagogo, diante de tantos entraves para se ensinar Inglês no atual panorama.
Mas quando ouço esses discursos imbuídos de autodefesa, se é assim que posso classificá-los, pergunto-me: Em quais parâmetros de comparação esses materiais foram postos à apreciação, se até outrora não tínhamos nada ao que comparar?
Neste contexto de discordâncias e incoerências , entendo que, talvez o que realmente exista seja um despreparo para se trabalhar com novas sequências didáticas e conteúdos contextualizados, que muitas vezes, ferem os limites de nossa formação inicial, nos fazendo crer que aquilo que já ensinávamos era melhor e mais acessível ao aluno, do que esse novo currículo da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo consegue fazer.
Será mesmo, que as referências teórico - cientificas, nas quais os técnicos se debruçaram ,assim como  os eixos temáticos nos quais as apostilas de Inglês foram inspiradas e formatadas, são tão desconexos da nossa realidade? Ou será que elas nos deixam reticentes e hostis, diante da perda da “zona de conforto” que até então nos encontrávamos?
Entendo, que o professor de Inglês no contexto e uso do novo currículo, além da postura de transmissor de conhecimentos e conteúdos fechados, deva assumir o papel de pesquisador constante, de abordagens e temas, que recorrentemente fogem de nossos hábitos de estudos cotidianos, mas que se aproxime mais do nosso objeto de estudo, que são a aprendizagem da língua Inglesa e os desafios a serem transpostos para sua efetiva difusão no espaço escolar e extra-escolar .
Por isso, não me entendam mal, aqueles que defendem um posicionamento contrário, mas acho que deveríamos poupar e mobilizar nossas energias docentes para estudos mais ancorados em assuntos mais científicos, do que aqueles que se proliferam no senso comum. E que com isso, possamos sim, expor nossas impressões a cerca de tudo que acontece na educação como um todo, através de um discurso mais refletido por um repertório substancialmente autêntico e fundamentado.
Todos sabemos das dificuldades enfrentadas por professores, em especial os de Inglês, no contexto da rede pública estadual, mas só através da melhoria de nossa formação e empenho, poderemos resgatar o “status” de respeito, enquanto profissional formador,  que há muito não se vê.
O currículo pode ainda não ser ideal, e muito há para ser melhorado, mas negar que sua implementação tenha sido positiva, é afirmar que somos incapazes de lidar e moldar o novo a nossa realidade, as nossas necessidades docentes e discentes.

PROF. WILLIAM CESAR KOPP NOVAES / PÓS-GRADUANDO - UNESP

16 comentários:

  1. William, concordo com você! Quando tive o primeiro contato com os cadernos do Estado, achei que não iriam atender muito bem as necessidades dos alunos, mas depois de analisar um por um e ler o curriculo ( aquele da "capinha preta"), vi o quanto poderia ser útil em minhas aulas.
    Sabe, existem colegas que reclamam de tudo, justamente como você disse, para não sair da "zona de conforto".Não é verdade?

    Abraços,

    Renata Coutinho

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  2. Seu texto define, de modo preciso, tudo o que penso sobre o material. Acredito que ele deva ser sempre complementado, para que as aulas possam ser enriquecidas, e que é muito útil desde que o professor saiba adaptá-lo à realidade na qual está inserido.

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  3. Concordo com você Willian, o novo sempre assusta e as pessoas colocam defeitos não conseguindo enxergar o quão mais fácil ficou nosso trabalho, abriu um grande leque para diversificar nossas aulas, parabéns pelo artigo.

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  4. Gostei imensamente da forma que você conseguiu traduzir o pensamento da rede pública com relação ao currículo da SEE. É isso mesmo e, até ousaria dizer, sem tirar nem pôr. Aproveito para parabenizá-lo pelo Blog, está muito bom, apenas acho que faltou a ferramenta para "Seguir seu blog", desta forma ficaremos sempre atualizados com suas postagens. Bjokas, Kátia Vitorian Gellers

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  5. Olá William,
    Concordo com suas colocações. O material veio somar e estabelecer um norte para as aulas de inglês. Nunca fui contra ao material e discordei dos colegas que não o viam com bons olhos, como você também mencionou. Os livros e/ou caderno do aluno são materiais didáticos de apoio e pesquisa tanto para o professor como para o aluno.
    Abraços.
    Fátima - Unesp

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  6. William, referente ao artigo Advogado do Diabo eu concordo, pois a sociedade do século XXI é cada vez mais caracterizada pelo uso intensivo do conhecimento, seja para trabalhar, conviver ou exercer a cidadania, resolver problemas, trabalhar em grupo, continuar aprendendo a ser livre respeitando as regras da convivência na sociedade. A educação precisa estar a serviço do desenvolvimento, e na construção da identidade, da autonomia e da liberdade, pois não há liberdade sem escolhas. Essa identidade de agir com autonomia fez com que o professor ao ser obrigado a ter que usar o caderno do aluno na preparação de suas aulas, fez sentir-se ofendido, optando pela crítica ao método, invés de analisar com mais profundidade e avaliar as importância da proposta e os benefícios e saberes que ela trás para o professor e aluno, mas necessita ser melhorado através de uma aprendizagem mais significativa, onde o processo no qual o que aprendemos é produto de informação nova interpretada à luz daquilo que já sabemos levando em consideração os conhecimentos factuais e conceituais que o aluno já possui.

    João Delfino
    Prof. de Geografia
    EE Bairro da Palmerinha

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  7. Olá caro colega de profissão e amigo.
    Que boa oportunidade você nos abre para podermos ao menos refletirmos sobre as reais e possíveis mudanças dos tempos atuais na rede pública estadual de São Paulo.
    Talvez o parâmetro de comparação utilizado por nossos estimados colegas de profissão para avaliar o currículo do Estado de São Paulo ainda seja os tradicionais e talvez "falidos" vestibulares. Diante de uma nova realidade, principalmente do ponto de vista da informação e da produção de conhecimentos, podemos perceber que formar uma pessoa para apenas "enfrentar" um vestibular, é privá-lo de uma emancipação intelectual que só a escola pode oferecer. O que fazer então? Por que não formar cidadãos dispostos a lutar por mudanças, a começar pelo vestibular.
    Mas vamos ao que nos trouxe aqui: os cadernos do professor e do aluno do
    Currículo do Estado de São Paulo. Eu como sendo professor de Física, terei que defendê-lo aqui, pois até então eu, com oito anos no magistério, não encontrava algo que pudesse ao menos estar na direção de um bom ensino/aprendizagem de Física. Os livros didáticos da área, na sua esmagadora maioria, tem apenas focado num conteúdo tradicional que mais se apresenta como uma "Matemática Aplicada". Talvez seja útil, já que a maioria dos professores que lecionam Física são Licenciados em Matemática (tomo como base a informação - jornal televisivo divulgado há dois anos atrás- que revelou que apenas 8% dos professores que lecionam Física são formados na área). O "caderninho" de Física, é pioneiro na proposta de ensinar Física através de um entendimento conceitual, sem deixar de lado a compreensão matemática, é claro. Agora fica-nos, a mim e a meus companheiros, professores de Física, a responsabilidade de saber e/ou aprender esta Física, já que não se trata de uma de arendizagem simples. Porém o que é complexo não quer dizer que seja difícil de ser aprendido.
    Já tenho coletado alguns resultados com meus alunos, mas ainda estamos no começo. Ainda é necessário adaptações e melhorias, mas agora posso dizer que ao menos não estamos "na contra-mão".
    Peço desculpas pelos erros ortográficos, mas espero ter ao menos animado nossos colegas a continuarem discutindo, refletindo e propondo sugestões.

    Ricardo de Oliveira
    Prof. de Física
    EE Marianinha Queiroz
    EE Matilde Maria Cremm

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  8. As apostilas assim como os livros didáticos de Língua Portuguesa devem ser encarados como apoio, subsídios para o nosso trabalho. Inicialmente, como tudo que é novo, as mudanças causaram um estranhamento, acostumados a seguir um plano traçado em cada escola de modo autônomo, quando surge a unificação dos conteúdos, nossa primeira atitude foi ressaltar as dificuldades e os entraves, principalmente porque houve a necessidade de revisarmos nossos métodos e estratégias de ensino, tivemos que estudar preparar aulas, coisa que com a experiência dos anos de trabalho (no meu caso 23 anos) foi se tornando raro, pois já sabíamos exatamente o que e como aplicar o conteúdo. Houve por parte dos professores uma busca maior pela formação e informação, e isso sempre traz bons resultados.
    É claro que nem tudo é perfeito, acredito que haverá a necessidade de reformulações nos caderninhos, pois alguns se tornaram repetitivos, mas nada que a criatividade do professor também não possa resolver, com o auxílio das TICs, livros didáticos e outros recursos que as escolas possuem e disponibilizam para os professores.
    Muito ainda tem que ser feito para que a Educação atinja os patamares almejados por todos nós e um bom começo é a nossa autoavaliação de nossos métodos de ensino e dos objetivos que queremos alcançar.

    Ana Lúcia Ribeiro
    Língua Portuguesa
    EE. Professora Marianinha Queiroz

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  9. Olá! Embora o seu texto tenha o enfoque nos entraves da proposta de Inglês, tem muitas questões que me lembram as apostilas de Artes. Na última OT que presenciei, que tinha como tema a proposta curricular,o maior problema enfrentado pelos professores de Artes é as quatro linguagens das artes (Artes visuais, Dança, Música e Teatro)pois 98% dos professores são formados em Artes Visuais resultando dificuldades em dominio de todas as linguagens , principalmente em Música.
    Não há muitas rejeições , pois ao ver da maioria essas apostilas se tornaram uma avanço , pois antigamente não havia se quer imagens para trabalhar a disciplina. Ainda há pontos de fragilidade, pois há muitas realidades diferentes vividas pelos alunos no estado. Estamos evoluindo, basta corrermos atras de nossos pontos fracos, estudando e nos aprimorando.

    Karina Morandi
    Artes
    E.E. Marianinha Queiroz

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  10. Adorei o modo que você se colocou diante dos famosos caderninhos, teve respeito com os que não concordam, mas foi de concordância com os meus pensamentos, pois nós professores precisamos nos apoiar em materiais que venham trazer melhoria de qualidade da aprendizagem do aluno, muitos assuntos relacionados na área de geografia antes não trabalhados e hoje podemos ver como as atualidades despertam interesse na vida cotidiana dos alunos.
    Nessa atual sociedade com a qual nos faz lidar com pessoas caracterizadas pelo uso intensivo das novas tecnologias onde gera outro tipo de desigualdade, ao qual o professor precisa lidar, ou acaba gerando uma exclusão;
    Essa metodologia ilustrada ajuda o ensino de geografia a desenvolver e compreender o espaço geografico contemporaneo abrangendo todos artefatos sociais. Apesar de muitos colegas não concordarem, acho muito importante para o ensino o uso do curriculo. Estou há cinco anos lecionando nas confesso que alguns assuntos do caderninho ainda preciso me informar, já que lidamos com alunos da era tecnico-cientifico- informacional.


    Vanessa Rabello
    Geografia
    EE Marianhinha Queiroz
    EE Oredo Rodrigues

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  11. Eu concordo com você sobre os cadernos de atividades dos alunos, eles vieram para melhorar a aprendizagem de nossos alunos.Em Matemática, eu noto que as atividades são apresentadas de maneira que os alunos descubram soluções, diferentes maneiras de resolver as situações-problemas apresentadas e, não apenas seguir exemplos dados, eles precisam criar regras , tomar decisões, só que infelizmente,ainda não despertou o interesse pelas descobertas, eles têm preguiça de pensar. E, o professor, tem que pesquisar, complementar, pois as vezes as atividades propostas não são suficientes para a aprendizagem daquele conteúdo que está sendo estudado. Espero ter colaborado com você. Parabéns pelo seu blog, está muito bom.
    Claudete Maria de Moraes
    Matemática
    Escola Estadual Marianinha Queirós

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  12. Como eu já esperava, seu artigo é muito interessante e realista. Afinal, o comodismo leva a exaltação do que conhecemos em detrimento à novas propostas. Abordando especificamente a matéria Arte, as dificuldades que percebo são falta de tempo e formação. Professores de Arte tem por formação uma das 4 linguagens da Arte (Artes Visuais, Música, Dança ou Teatro)e a apostila propõe a mediação de todas. É necessário tempo pra um estudo paralelo sobre os assuntos que não são da formação do docente. Afirmo que é algo possível. Eu sou a favor da apostila, afinal, antes dela não existia nenhum parâmetro para se trabalhar a matéria em sala de aula, cada professor lecionava o que lhe vinha a cabeça. Acredito que a cada ano será melhor e com mais resultados a aplicação dos conteúdos e, um outro passo importante, como você já mencionou, é a unificação das apostilas. Sinto meu trabalho mais valorizado ao receber material pra efetivamente ministrar minha matéria em sala de aula.
    Parabéns pelo blog e pelo artigo.
    Nubia Signorini
    EE Marianinha Queiroz

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  13. Caro colega de trabalho, amigo e muito mais “incentivador” , parabéns pelo Blog. Concordo plenamente com você, a proposta do Estado (SEE) com a inserção dos cadernos em se tratando da matemática, pode ser que eu esteja falando contra os demais colegas da área, mas como pouco experiente na educação antes dos mesmos, ficávamos escolhendo temas tanto para orientar os estudos de nossos discentes quanto para os nossos próprios estudos de forma aleatória, pois a matemática em si é muito ampla e não conseguiríamos adotar um livro didático por série e trabalharmos com ele em apenas um ano. Com os cadernos temos uma seqüência de conteúdos que é aplicado em toda Rede Estadual e não nos deparamos mais com a condição probabilística de quais conteúdos e sim com o fato de termos que escolher entre sermos flexíveis “qualidade exigida para qualquer cidadão comum” aceitando o que é novo e isufruindo do fato de termos direção em nossos estudos e aplicando-os aos nossos discentes , tendo como uma das condição favorável as avaliações externas; ou continuar tentando mudar uma fórmula que já está concretizada e dando certo, ao contrario de criarmos as nossas próprias fórmulas e utilizá-la como algo que permita a coexistência e o enriquecimento de nosso trabalho.
    Quanto aos erros ortográficos, peço perdão. Um dia eu chego lá.
    Alsira Andrade Fernandes – Profª Matemática
    EE Marianinha Queiroz

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  14. Como tudo na educação, o caderno do aluno acabou gerando polêmica, mas isto deve ser visto de forma positiva, pois, como você disse, antes do caderninho, cada professor fazia aquilo que queria, ou melhor, aquilo que sua consciência e sua capacidade mandavam. E, como sabemos, estes dois critérios, dentro do atual sistema educacional, não andam bem das pernas.
    Sou totalmente a favor da padronização do material de apoio, pois só assim podemos garantir algo ao aluno, apesar de que, em alguns casos, vemos profissionais driblando o uso das apostilas e colocando a culpa de toda a sua incompetência no pobre do caderninho. Entretanto, mesmo sendo a favor, espero que para o próximo ano ele seja reformulado, uma vez que desde 2008, quando foi instituído, praticamente nada mudou, pelo menos na disciplina de Língua Portuguesa.
    Sandra Maria
    E.E. Professora Marianinha Queiroz

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